12/07/2008

Rede de saberes faz reunião em dourados com acadêmicos de direito

Visando aprofundar o conhecimento e a reflexão sobre os direitos indígenas no Brasil, com objetivo de fomentar o aprendizado técnico que permita contribuir no atendimento das demandas específicas dos povos indígenas, o programa Rede de Saberes, desenvolvido pela Instituições de Ensino Superior Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul campus de Aquidauana e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD realizou no dia 06 de junho de 2008 em Dourados um Encontro na UEMS às 15:00 hs para encaminhar a próxima etapa do Curso de Extensão destinado aos acadêmicos indígenas que cursam Direito em MS.
Além dos representantes de cada IES, estavam presentes representantes dos acadêmicos indígenas das diversas Universidades, com o intuito de avaliar os Cursos já realizados e discutir propostas para a nova fase do Curso de Extensão “Direito Indigenista para acadêmicos de MS”, que visa abordar temas que estejam articulados com as demandas indígenas, referindo-se à discussões sobre o ordenamento constitucional, legal e regulamentar brasileiro em relação aos povos indígenas, o direito internacional sobre os Povos Indígenas, a situação jurídica dos cidadãos indígenas, bens patrimoniais indígenas, a noção sobre Direitos Originários e os elementos constitutivos sobre suas terras tradicionais, o procedimento administrativo para demarcação de terras indígenas, hipóteses constitucionais de restrições aos direitos indígenas, organização, estrutura e funcionamento dos órgãos de administração pública que atuam com povos indígenas, entre outros.
Estavam presentes além de diversos acadêmicos de direito da UFGD,UFMS,UEMS e UCDB, o coordenador geral do rede de saberes, professor Antônio Brand, Beatriz Landa da coordenação do redes da UEMS e Eva Maria da coordenação do redes da UCDB.

O Memorial da América Latina, em São Paulo, organiza a exposição "Viagem Noturna - Arte Indígena: Preservação" de 28/junho a 3/agosto.

Memorial da América Latina convida a todos a uma 'Viagem Noturna' ao acervo indígena, exibe filmes e discute as questões da preservação e identidade

“Quando falamos em preservação, nos referimos a objetos que fazem parte de uma cultura, que não foram feitos simplesmente por fazer, senão que compõem uma narrativa de simbolismo e tradição”
Daisy Estrá, curadora

A Fundação Memorial da América Latina abre a exposição “Viagem Noturna – Arte Indígena: Preservação” em 28 de junho, na Galeria Marta Traba, com entrada franca.
A mostra propõe ir além da beleza plástica dos objetos. Busca uma reflexão sobre a cultura material do índio, a perda e a reconquista de suas tradições. Para esta “Viagem Noturna”, foi construído um ambiente à meia-luz que leva em conta a fragilidade das peças, protegendo-as de danificação.
Organizada por especialistas familiarizados com a cultura indígena, tradicional e atual, o acervo da Cid Collection sob a guarda do Memorial conta com aproximadamente 1.200 objetos da cultura material indígena de produção recente, com suportes e dimensões variados. As peças que compõem a coleção foram divididas em 11 categorias: adornos plumários, trançados, grafismos, cerâmicas, instrumentos musicais e de sinalização, armas, indumentárias e adornos de matérias ecléticos, objetos tecidos, utensílios e implementos, objetos rituais, mágicos e lúdicos e objetos de comercialização.
Os objetos expressam as culturas de diversas etnias como Xicrin (PA), Bororo (MT), Xingu (MT), Yanomami (AM e RR), Karajá (TO), Urubu-Kaapor (MA), Zoró (RO), Wayana (PA), Wajãpi (AP), Rikbaktsa (MT), Koxinawá (AC) e passaram por diversas etapas de restauração e conservação desde que chegaram ao Memorial.
Serão exibidos continuamente os documentários “Xingu Terra”, 1979, de Maureen Bisilliat, com fotografia de Lucio Kodato e narração de Orlando Villas Bôas, e “Iauaretê/Cachoeira das Onças”, 2006, de Vicente Carelli, além de uma filmagem sobre a conservação e restauração do acervo indígena no Memorial. Está programada também uma mesa redonda, com a participação de especialistas (representante indígena, conservador/restaurador, museólogo e comerciante), que discutirão o tema da Preservação.
O Memorial passou a ser guardião temporário do Acervo de Arte Indígena da Cid Collection, ligada ao Banco Santos, em dezembro de 2005, por resolução judicial (processo 2005.61.81900396-6, 6ª Vara Criminal Federal Especializada em Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e Lavagem de Valores, em processo de tombamento – resolução 14/CONPRESP/2005).
Saiba mais: Memorial aceita desafio de recuperar acervo indígena

Ficha técnica:
Curadoria da Conservação
Daisy Estrá
Coordenação Geral
Adriana Beretta
Conceituação do roteiro de textos e imagens
Maureen Bisilliat
Cenografia e Montagem
Marcos Albertin
Produção
Ângela Barbour
Trilha Sonora
Carlos Dourado

“Viagem Noturna – Arte Indígena: Preservação”

Período: 28 de junho a 3 de agosto
Entrada franca
Galeria Marta Traba - Fundação Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda (portões 1 e 6)
Funcionamento: e terça a domingo, das 9 às 18h
Tel.: 3823-4600

Marcos Palmeira apresenta programa sobre índios yanomami

Neste domingo (13), às 18h, o ator Marcos Palmeira apresenta, no sétimo programa da série "A'Uwe", da TV Cultura, o documentário brasileiro inédito "Missão Catrimani e Yanomami" (2004).

O filme retrata os cursos e as relações nos centros de atendimento da Missão Catrimani, fundada e gerida por missionários da Consolata que, em 1947, entraram em contato com os índios yanomami pela primeira vez.

A Missão Catrimani deu nome a um dos territórios dentro da Terra Indígena Yanomami, no Estado de Roraima. A missão conta com um total de 505 indígenas, divididos em 12 grupos, e o complexo tem casas que servem de apoio para as missões de saúde.

O programa semanal "A'Uwe" conta com 27 episódios sobre o universo indígena. A série da TV Cultura serve como um canal de divulgação e de discussão das questões indígenas do país.

Realizados por documentaristas ou pelos próprios índios, cada programa aproxima o telespectador das tradições, rituais, conflitos e histórias das diferentes tribos. (Fonte: Folha Online)