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Porto Alegre e as comunidades indígenas

postado em 28 de nov de 2018 08:54 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 2 de dez de 2018 09:29 atualizado‎(s)‎ ]

19 de abril é o Dia Nacional do Índio, lembrado e comemorado em muitas aldeias e reservas indígenas espalhadas em nosso imenso país. Mas além de uma data para se comemorar, temos hoje um dia talhado para a reflexão, principalmente por partes de lideranças e governantes.

É de conhecimento de todos que a comunidade indígena de uma maneira geral continua lutando pela sua sobrevivência, mas, além disso, luta pelo respeito à sua cultura e pela implementação de políticas públicas eficientes que atendam às necessidades e anseios das comunidades que vivem entre nós.

Em Porto Alegre, promovemos inúmeras atividades voltadas para o reconhecimento da cultura indígena, pois ainda ocorrem equívocos na abordagem dessa temática. Procuramos estimular que a população compreenda essas culturas existentes em nossa cidade, mas não somente no que se refere à possibilidade de reconhecer o outro, o diferente, mas com o objetivo de conduzir indagações e reflexões profundas sobre as relações entre diferentes culturas e os rumos da própria sociedade.

Nesse sentido, promovemos uma série de ações por meio do Grupo de Trabalho Povos Indígenas (GTPI), que é formado por órgãos municipais e secretarias, atuando de forma transversal, no desenvolvimento de políticas públicas específicas. Como exemplos, poderia citar o lançamento da Caderneta de Saúde do Jovem Kaingang, que será impressa em idioma indígena, a assinatura do Decreto Municipal que reconhece as práticas do “poraró” (que pode ser traduzido como estender a mão) e as apresentações dos grupos de canto e dança em espaços públicos como práticas legítimas da cultura Mbyá-guarani, o processo de aquisição de uma área para assentamento da comunidade Mbyá, nos mesmos moldes que já fizemos com as etnias Kaingang e Charrua, entre outros.

Enfim, as informações acima são apenas um breve relato de algumas das ações desenvolvidas pelo governo municipal no que diz respeito às políticas públicas voltadas aos povos indígenas presentes em nossa cidade. Porto Alegre é uma cidade que cuida dos seus moradores, tratando a todos com respeito e atenção às diferenças culturais e étnicas de quem aqui vive, e é assim que trabalhamos para fazer da nossa cidade um lugar cada vez melhor.

Fonte: fortunati.com.br

Cientistas testam a avelos no tratamento de doenças graves

postado em 24 de nov de 2018 13:25 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 7 de dez de 2018 08:09 atualizado‎(s)‎ ]

Em vez de folhas, ramos que se entrelaçam, e inspiram vários nomes populares, como árvore-lápis, pau-pelado, dedinho e labirinto, mas avelos é o mais conhecido. A espécie teve origem na África e se deu bem em várias regiões de clima tropical.

A avelos é uma árvore de porte médio que se adaptou muito bem ao clima da região Nordeste, em São Paulo é mais difícil dela ser vista, porém a ação terapêutica dela é velha conhecida da cultura popular. Dos ramos dela retira-se uma seiva branca, uma espécie de látex que pode até queimar a pele, sendo muito tóxica, mas a partir dela tem início uma história que se der certo  terminará nas prateleiras das farmácias.

O látex da planta é usado há muito tempo na medicina popular para tratar alguns tipos de cânceres, e um sinal dos mais velhos que despertou o interesse de alguns cientistas. Luiz Francisco Pianowsky dirige um laboratório de pesquisa e desenvolvimento farmacêutico que já colocou no mercado cerca de treze medicamentos derivados de plantas, agora é a avelos que ocupa as bancadas do laboratório.

Os cientistas retiram o látex da planta e purificam-no, retirando as substâncias do interior dele e deixando-o de fora, e a partir daí conservam aquilo que pode ser utilizado medicinalmente.

O primeiro composto desenvolvido a partir da avelos foi batizado de AM10. Nos testes feitos em laboratório, ele revelou ação analgésica, anti-inflamatória, e também agiu diretamente em células com câncer.

Foram feitos testes que mostraram a ação citotóxica da planta, ou seja, que destruíram as células cancerígenas.

O estudo com pacientes começou em 2008, sob a supervisão do médico Auro Del Giglio, coordenador do Programa de Oncologia do Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo. Esse estudo envolveu seis pacientes, e apenas um teve o quadro estabilizado, os outros cinco não responderam, mas no primeiro nível da droga, ou seja, no que foi utilizado inicialmente, já foi possível constatar toxicidades da droga, de tal sorte que os cientistas pararam o aumento das doses que estava previsto pois a dose inicial já era adequada para futuros estudos em humanos.

A próxima fase do estudo, que ainda não começou, vai responder a principal pergunta dos doentes e dos médicos: a droga produzida a partir da avelos funciona?

Pacientes que têm um tipo de câncer muito comum, que é o de mama, que esteja em estado avançado, e que já tenham utilizado sem sucesso pelo menos dois tipos de drogas quimioterápicas, além de cumprir mais alguns critérios, serão incluídas num estudo que visará responder se o extrato AM10, oriundo da planta, funciona ou não nelas.

Trata-se de um momento muito importante para a ciência brasileira, pois há grande expectativa que pela biodiversidade que o Brasil possui, muitas drogas novas possam surgir e beneficiar pacientes, porém, esse processo precisa ocorrer dentro de parâmetros científicos bem determinados.

Enquanto isso os pesquisadores alertam para os riscos da automedicação com a planta, cujo chá pode provocar muitos efeitos colaterais.

Chá de hipérico

postado em 24 de nov de 2018 12:59 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 2 de dez de 2018 09:29 atualizado‎(s)‎ ]

O chá da planta hipérico, popularmente conhecida como erva de São João, é antidepressivo, sedativo, e há relatos de pessoas que deixaram de tomar remédios para dormir apenas com esse chá, que é conhecido por poucos, e muitos que têm depressão receiam em tomá-lo. Esse chá, para dormir, é mais forte que a cidreira, a camomila e a melissa.

Se você está com depressão leve, experimente o chá de hipérico. Ele é vendido a granel ou em sachês (que traz a dose certa para xícaras).

Muitos que fazem reposição hormonal, não querem tomar remédios de farmácia, com isso a procura pelos produtos naturais está aumentando, que inclusive estão sendo mais indicados por nutricionistas e médicos.   

Mulungu contra estresse, ansiedade, depressão e insônia

postado em 24 de nov de 2018 12:52 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 2 de dez de 2018 09:29 atualizado‎(s)‎ ]

Você que tem dor de cabeça, dificuldades para dormir, deve tomar chá de mulungu. Há vários relatos de pessoas sobre essa poderosa planta que provê bem estar.

O mulungu é um poderoso hepatoprotetor, ele desintoxica o fígado e faz com que a pessoa acalme a mente, ele relaxa, combate a ansiedade , alivia o estresse e é antidepressivo.

População indígena recebe atendimento humanizado em saúde

postado em 24 de nov de 2018 10:22 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 2 de dez de 2018 09:29 atualizado‎(s)‎ ]

Hoje a população indígena é de cerca de 817 mil segundo o último CENSO, e mais da metade vive em aldeias. São povos que merecem um maior esforço para preservá-los e fazer com que continuem crescendo, se multiplicando com condições de vida adequadas, o que permeia a formação cultural e a educação (geralmente em duas línguas, no português e na deles).

Por conta dos grandes deslocamentos, e diferentes idiomas e culturas, o atendimento deve ser especial. De acordo com Marcello Kamaiurá, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena do DSEI Xingu - PA, é essencial  manter o calendário da vacina atualizado e realizar ações de saúde bucal, que devem ser preventivas, curativas e educativas.

A saúde indígena começa nas aldeias, ali deve acontecer o atendimento básico, a atenção primária, que objetiva prevenir doenças e problemas de saúde, por isso as equipes multidisciplinares são compostas por enfermeiros, médicos e dentistas, que fazem visitas regulares para atender essas populações.

Mulheres e crianças são as que mais procuram atendimento. Os maiores problemas são as parasitoses, as verminoses, e as anemias. Mesmo quando não há médicos, o que se deve fazer é não tirar o índio da aldeia, procurar respeitar a cultura deles, e adequar-se a ela (e não eles à nossa).

Ser atendido na aldeia faz toda a diferença, mas quando o caso é mais grave, os indígenas são removidos das aldeias. O profissional avalia o paciente, e se necessário, encaminha-o para a CASAI – Casa de Apoio a Saúde do Índio –, que é um local de primeiro atendimento responsável por encaminhar para o SUS.

Outra preocupação nas CASAIs é com a alimentação: são cinco refeições por dia, cujo preparo é com menos óleo e menos sal, pois os índios caiapós não são acostumados a isso. São preparadas novas refeições todos os dias e o que sobra é eliminado.

Notícia relacionada: http://portalms.saude.gov.br/noticias/sesai/14600-casais-ministerio-da-saude-quer-aprimorar-casas-de-apoio-a-saude-indigena

No Xingu, onde as distâncias são maiores, as dificuldades são outras. O polo base do Pavuru, ao lado da aldeia Moigu, às margens do rio Xingu, serve como referência primária da saúde indígena da região, que envolve treze aldeias. Ali fica a equipe multidisciplinar, que envolve médicos, assistentes de enfermagem, enfermeiros, odontólogos, e também ali ficam os remédios distribuídos para as aldeias.

Por conta das grandes distâncias a comunicação por rádio é fundamental. O reforço dos agentes indígenas de saúde nessa engrenagem faz a diferença. As condições de trabalho nem sempre são as melhores, porém, os profissionais dão exemplo de dedicação.

Conheça o banco de germoplasma de espinheira-santa

postado em 23 de nov de 2018 10:01 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 2 de dez de 2018 09:28 atualizado‎(s)‎ ]

O que é um banco de germoplasma?

Muitas pessoas colecionam selos, papel de carta, moedas, figurinhas, mas você já pensou em colecionar plantas? É mais ou menos isso que acontece na Estação Experimental Cascata da Embrapa Clima Temperado e no Campus Visconde da Graça, no Instituto Federal Sul-rio-grandense, ambos em Pelotas.

As duas instituições se uniram para criar um banco ativo de germoplasma de espinheira-santa. Essa planta é muito usada no sul do Brasil como medicinal, para tratar dor de estômago, gastrite, ulcera e azia, o próprio Ministério da Saúde recomenda-na para essas utilizações, mas a planta está ameaçada pela expansão das cidades, desmatamentos e outras ações humanas. Assim, o banco de germoplasma ajuda a conservar a espinheira-santa.

De acordo com Rosa Lia Barbieri, pesquisadora da Embrapa, as plantas são originárias de uma coleta feita nos anos de 2002 e 2003 em dezessete municípios do Rio Grande do Sul, em que foram identificadas mais de cem exemplares de espinheira-santa cultivadas em quintais, ou na natureza, na borda de matas, ou em campo aberto, e em seguida foram coletados os frutos, retiradas as sementes, produzidas as mudas, e assim no banco há as plantas que resultaram das sementes cultivadas.

Quando fala-se em um banco, muitos imaginam um lugar fechado, alguns deles guardam sementes das plantas em câmaras frias, mas há os com plantas vivas, isso porque a capacidade de germinar da espinheira-santa não se conserva por muito tempo, devido à isso a solução é preservá-la no campo.

Variabilidade genética

No banco há plantas de espinheira-santa mais altas e vistosas, e outras mais baixas e pequenas, além disso há algumas com folhas com tom de verde mais claro, outras mais escuro, e a quantidade de flores que produzem também varia.

A espinheira-santa recebe esse nome por ser considerada um santo remédio, e é claro por conta dos espinhos, no entanto nem todas elas tem tantos, algumas não tem quase nenhum, e possuem as folhas pequenas, com tom verde escuro, contendo cerca de três espinhos em cada folha. Já outro exemplar possui bem mais espinhos, folhas mais rígidas e com a borda mais amarelada, como se fosse um contorno. O mesmo acontece com a quantidade de flores, algumas têm muitas, outras quase nenhuma.

Essas flores são polinizadas por moscas, vespas e abelhas, e depois disso formam frutos, que amadurecem entre novembro e dezembro. Esses frutos contem uma semente dentro, dispersada na natureza por aves.

Um exemplar de espinheira-santa que pode ser encontrada no banco tem espinhos somente na ponta das folhas, a planta-mãe dela tinha espinhos em toda a folha, as irmãs – que foram coletadas no mesmo dia – também tinham, e somente ela saiu assim, isso porque a espinheira-santa possui fecundação cruzada, ou seja, o pólen de uma planta fertiliza a flor da outra, e nesse cruzamento acontece com os filhos o que se chama de segregação, cada um terá uma combinação de genes diferentes, e por conseguinte terão alturas diferentes, características de folhas diferentes.

Juntando todas essas diferenças, o banco de germoplasma reúne diversidade e cumpre sua função como local de pesquisa. Tanto para aumentar o conhecimento relacionado ao aspecto formológico quanto o químico da planta, ou até mesmo para estudar os polinizadores e como acontece a dispersão das sementes, o ideal é que se tenha uma variação genética da espécie.

Valeriana tem efeito calmante e é indicada contra insônia e ansiedade

postado em 23 de nov de 2018 09:17 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 2 de dez de 2018 09:28 atualizado‎(s)‎ ]

Valeriana é uma planta medicinal que exerce comprovadamente efeito calmante, relaxante, e é muito indicada para quem sofre com problemas relacionados ao sono, como insônia, pois melhora muito a qualidade do sono.

Se você está muito ansioso, estressado, ou se quer parar de fumar, a valeriana também ajuda.

Se você está com os nervos a flor da pele, ela ajuda a acalmar o sistema nervoso. Se você está descontrolado, e ocasionalmente explode emocionalmente,. essa é uma das primeiras plantas que se deve pensar para acalmar a ansiedade e os ataques de pânico.

Ela é conhecida também como erva de amassar, erva dos gatos, erva de São Jorge, valeriana menor e valeriana silvestre.

Há a forma na raiz seca – para fazer chá –, que cerca de 115g custa R$10,80, ou em cápsulas, que custa aproximadamente R$21,50 e vem com 60 cápsulas.

Como usar

De acordo com especialistas deve-se tomar duas cápsulas após cada refeição principal, ou seja, depois do café da manhã, do almoço e do jantar.

Fonte: https://www.leetdoc.com/br/valeriana/

Índios x pastores

postado em 15 de nov de 2018 09:32 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 2 de dez de 2018 09:28 atualizado‎(s)‎ ]

Os índios Guarani já foram os donos de todas as terras que vão do litoral do Sudeste até a divisa com o Paraguai. Hoje, confinados em pequenas reservas, vivem como indigentes e se sustentam graças à distribuição de cestas básicas.

O alcoolismo entre eles é endêmico, e o confinamento é o responsável por um dos mais altos índices de suicídios do mundo. Hoje, no Mato Grosso do Sul, a população indígena não passa de 25.000, mas são poucos os que ainda reverenciam o Deus Nhanderu e respeitam os símbolos e ritos regiliosos.

A FUNAI e os índios acusam as igrejas pentecostais de intolerância religiosa, elas satanizaram os objetos de adoração e os rituais indígenas , por exemplo, a tintura de urucum, que os índios usam para serem vistos por Deus.

Na aldeia de Jaguapiru, há 7 km do centro de Dourados, vivem 12.000 índios, quase todos em estado de total indigência, a terra que sobrou para eles é tão pequena que mal dá para criar um cachorro, cerca de 1/3 de hectare por cabeça. O único negócio que triunfa ali é o mercado da fé, e começa sempre da mesma forma, primeiro surge uma igreja modesta, e passados alguns meses aparece uma maior . Hoje, há 36 igrejas diferentes dentro dessa reserva, o mercado é tão concorrido que algumas estão em visível decadência.

De acordo com a diretora local da FUNAI, a mais intolerante é a Deus É Amor, justamente a que mais cresce. Os templos são construídos em terras da União, sem a autorização do governo. Os índios estão sendo chamados de demônios por não participarem da religião evangélica, e os símbolos religiosos deles têm sido motivo de algazarra e chacota .

Os indígenas denunciam que pelo menos cinco casas de oração foram criminosamente incendiadas a mando dos pastores.

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