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População indígena recebe atendimento humanizado em saúde

postado em 24 de nov de 2018 10:22 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 2 de dez de 2018 09:29 atualizado‎(s)‎ ]

Hoje a população indígena é de cerca de 817 mil segundo o último CENSO, e mais da metade vive em aldeias. São povos que merecem um maior esforço para preservá-los e fazer com que continuem crescendo, se multiplicando com condições de vida adequadas, o que permeia a formação cultural e a educação (geralmente em duas línguas, no português e na deles).

Por conta dos grandes deslocamentos, e diferentes idiomas e culturas, o atendimento deve ser especial. De acordo com Marcello Kamaiurá, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena do DSEI Xingu - PA, é essencial  manter o calendário da vacina atualizado e realizar ações de saúde bucal, que devem ser preventivas, curativas e educativas.

A saúde indígena começa nas aldeias, ali deve acontecer o atendimento básico, a atenção primária, que objetiva prevenir doenças e problemas de saúde, por isso as equipes multidisciplinares são compostas por enfermeiros, médicos e dentistas, que fazem visitas regulares para atender essas populações.

Mulheres e crianças são as que mais procuram atendimento. Os maiores problemas são as parasitoses, as verminoses, e as anemias. Mesmo quando não há médicos, o que se deve fazer é não tirar o índio da aldeia, procurar respeitar a cultura deles, e adequar-se a ela (e não eles à nossa).

Ser atendido na aldeia faz toda a diferença, mas quando o caso é mais grave, os indígenas são removidos das aldeias. O profissional avalia o paciente, e se necessário, encaminha-o para a CASAI – Casa de Apoio a Saúde do Índio –, que é um local de primeiro atendimento responsável por encaminhar para o SUS.

Outra preocupação nas CASAIs é com a alimentação: são cinco refeições por dia, cujo preparo é com menos óleo e menos sal, pois os índios caiapós não são acostumados a isso. São preparadas novas refeições todos os dias e o que sobra é eliminado.

Notícia relacionada: http://portalms.saude.gov.br/noticias/sesai/14600-casais-ministerio-da-saude-quer-aprimorar-casas-de-apoio-a-saude-indigena

No Xingu, onde as distâncias são maiores, as dificuldades são outras. O polo base do Pavuru, ao lado da aldeia Moigu, às margens do rio Xingu, serve como referência primária da saúde indígena da região, que envolve treze aldeias. Ali fica a equipe multidisciplinar, que envolve médicos, assistentes de enfermagem, enfermeiros, odontólogos, e também ali ficam os remédios distribuídos para as aldeias.

Por conta das grandes distâncias a comunicação por rádio é fundamental. O reforço dos agentes indígenas de saúde nessa engrenagem faz a diferença. As condições de trabalho nem sempre são as melhores, porém, os profissionais dão exemplo de dedicação.

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