Direto da FLIP
Estive na Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP. É sua quinta edição e já se tornou um acontecimento no calendário da cultura literária do mundo. 
Fui para lá a convite dos organizadores da chamada Flipinha – uma versão infantil da mesma festa. Minha participação se deu em dois momentos muito gratificantes: uma conversa com crianças de uma escola indígena e de escolas públicas locais. Foi uma festa literalmente. Um momento muito importante para um autor quando ele entra em contato com seu publico leitor e percebe que o que escreve tem direção.
O segundo momento foi uma conversa com o público adulto sobre patrimônio e leitura. Minha alegria foi grande por estar na mesa com o conhecidíssimo escritor Ricardo Azevedo que, pasmem, tem um parentesco distante com o nosso Arnolfo Azevedo, nas palavras dele. 
Além destas participações tive oportunidade de encontrar amigos escritores e com eles dialogar sobre os caminhos da literatura infantil e juvenil em nosso país. Foi bom ter a companhia de Pedro Bandeira, Léo Cunha, Mariana Massarani, Fernando Vilela, Inácio de Loyola Brandão, entre outros. Foi bom sentir a presença do público ansioso pelos nossos autógrafos e por uma palavra, uma atenção. Muito bom.
 



Assembléia Geral da Upims elege nova coordenação
e aprova Lei Interna da Terra Indígena Kwatá-Laranjal

A X Assembléia Geral da União dos Povos Indígenas Munduruku e Saterê (UPIMS) da Terra Indígena Kwatá-Laranjal, no Município de Borba/AM, realizada, nos dias 14 a 16 de novembro, elege nova coordenação e aprova Lei Interna das Aldeias da Terra Indígena Kwatá-Laranjal. 

A lei da Terra Indígena Kwatá-Laranjal proíbe a entrada de estranhos à terra indígena: pescadores, madeireiros, garimpeiros, igrejas, entre outros; institui responsabilidades, regras de convivência e de proteção da cultura tradicional, bem como medidas de punição daqueles que cheguem a infringir a lei.

A Assembléia da Upims, deliberou também sobre: trabalho da coordenação; situação dos recursos naturais; fiscalização da terra indígena; revisão do Estatuto da organização; situação da saúde, educação e agricultura indígenas; avaliação do Chefe de Posto da Funai; e participação na política partidária, indicando como candidato a vereador o líder Raimundo Euclides Lopes Munduruku. O coordenador da Coiab, Jecinaldo Saterê, acompanhou o evento. 

Para Jecinaldo, os indígenas Munduruku e Saterê deram um passo significativo no fortalecimento da unidade interna das comunidades, na preservação da identidade cultural de ambos os povos e na proteção do território indígena e seus recursos naturais. “Para reforçar esse avanço no movimento indígena, a Coiab está empenhada em consolidar os seus vínculos com as organizações de base, acompanhando e apoiando todas as ações que elas desenvolvem em defesa dos direitos indígenas”, conclui o coordenador.

A nova coordenação da Upims ficou composta da seguinte forma: coordenador geral, Raimundo Viana Munduruku; vice-coordenador, Francisco Cardoso Munduruku; coordenador financeiro, Rosiel Batista Saterê; Secretário, Edivaldo Oliveira Munduruku; coordenador de rodízio, Samuel Sarmento Munduruku. A assembléia da Upims elegeu ainda um Conselho Fiscal composto pelas seguintes lideranças, todas do povo munduruku: Kátia Cardoso; Armando Vasconcelos; Ângelo de Araújo; Remualdo; Antonio Paz; Silvério.

Manaus, 18 de novembro de 2003.

 
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